Apps que me facilitam o negócio

Tenho estado, como quase meio mundo, a trabalhar de casa. Não que me seja algo estranho, uma vez que, com um negócio próprio, o meu posto de trabalho poderia ser todos os dias o meu sofá.

Com uma criança pequena sempre a pedir atenção, a produtividade não é a mesma. Contudo, tenho contado com a ajuda de serviços e aplicações, que têm sido muitas vezes os meus melhores amigos e me têm permitido cortar caminho e poupar uns trocos.

Têm o bónus de terem começado como pequenas startups e, por norma, terem por trás histórias inspiradoras e que – para além da sua própria utilidade – me deixam ainda mais motivada. Funcionam como um lembrete permanente do sucesso que também pode vir a estar ao meu (e ao vosso) alcance.

Cá vai…

Trello

A Trello é uma plataforma de painéis. Estão a ver aqueles quadros brancos que existem ns escritórios, onde as pessoas escrevem ideias e lembretes e colam post-its? É semelhante a isso, mas em formato digital. Podemos abrir os painéis que queremos, painéis dentro de paineis e partilhar os nossos lembretes e comentários com outras pessoas. É incrível. Eu uso sobretudo para planificar os meus dias, e desenhar estratégias a curto e a longo prazo. Mas tenho painéis abertos também para a minha vida pessoal e até para o blog. Acho uma ferramenta indispensável.

A Trello foi fundada em 2011 e foi logo considerada uma das startups mais cool desse ano. Teve tanto sucesso que, cinco anos depois, foi comprada pela Atlassian, uma empresa de software. Atualmente está baseada em Nova Iorque, tem perto de duas centenas de funcionários e orgulha-se de ter cerca de 35 milhões de utilizadores ativos.

Canva

É a aplicação que mais uso. É uma espécia de ferramenta de design para quem, como eu, pesca pouco de design. Vivo num permanente estado de enamoramento pelo Canva. Tenho uma assinatura profissional e adoro explorar todas as potencialidades (e são tantas). Uso para desenhar conteúdos de marketing, para aperfeiçoar a imagem da minha empresa e até para fazer alguns testes para as coleções.

O Canva foi desenvolvido em 2012 com dois amigos pela australiana Melanie Perkins, estudante universitária de 19 anos, e que ainda hoje manda naquilo tudo. É um alegre unicórnio, avaliado em 3,2 mil milhões de dólares, e orgulha-se de fazer parte do leque de marcas socialmente responsáveis. Não só participou como instituição nas marchas pelo clima de setembro, como tem um programa gratuito para escolas e ainda ostenta uma política de privacidade transparente e facilmente compreendida por toda a gente. Como não amar?

Placeit

O Placeit tem sido uma descoberta surpreendente. É um aplicativo de templates e mockups, em muita coisa semelhante ao Canva – sobretudo no uso para redes sociais. Tem sido essencial para me ajudar a prototipar coleções e para testar designs. Tem uma versão gratuita bastante limitada e, provavelmente, a versão paga, apesar de não ser cara, só fará sentido para uso profissional. É a que tenho e, para mim, vale cada cêntimo.

O Placeit nasceu em 2012 em Guadalajara (alê México), mas atraiu de imediato utilizadores do mundo inteiro. E foi exatamente no outro lado do planeta que foi acabar. Foi comprado pela startup australiana Envato, que se autoentitula uma Netflix do design (não suporto estes termos comparativos, mas pronto, fica a ideia).

Preview

Tenho que admitir que o Preview me conquistou com o passar do tempo, mas nunca me libertou completamente das várias dúvidas que me suscita, sobretudo no que diz respeito à privacidade dos dados. É mais uma das milhares aplicações de imagens que existem por essa internet fora, a prometer os filtros mais bonitos para termos os feeds mais sensacionais. Experimentei a versão paga, mas achei que não compensava e cancelei a assinatura. Ainda assim, continuo a usá-la diariamente. É um excelente planificador para o Instagram, que nos deixa antever o feed, agendar publicações, procurar hashtags relevantes, além de, claro, todos os filtros e edições de imagem que permite.

Há pouca informação sobre o Preview, para além de nasceu em 2016, talvez porque seja uma das milhares de apps de edição de imagem que existem (como a VSCO, a Hootsuite e a Planoly). Mas no site oficial, ficamos a saber que foi fundado na Austrália (australianos a bombar nesta lista) por Alexandra e Andrew (possivelmente um casal, que vive com o seu gato) por diversão e que, atualmente, tem um milhão de utilizadores (eu até diria que devem ter mais – calculo que esta info esteja desatualizada).

Packhelp

O último da lista é uma startup que já deve ter sido descoberta por quase todas as startups que fazem entregas de coisas bonitas. A Packhelp é uma plataforma de packaging, que nos deixa desenhar online caixas giríssimas para enviarmos os nossos produtos. Adoro perder horas lá a brincar. Mas confesso que acho tudo um bocado caríssimo (uma caixa de cartão por 5 euros, really?!), e com prazos de entrega looooongos, que muitas vezes me fazem desistir das minhas encomendas a meio. Ando ativamente à procura de alternativas mas confesso que ainda não encontrei nada no mercado suficientemente interessante.

A Packhelp é uma startup polaca, fundada em 2015 e que é atualmente a empresa líder na Europa na área do packaging. Ajuda muito aquele ar desempoeirado deles, que constrasta bastante com as coisas baforentas que costumamos encontrar na concorrência. É utilizada por marcas como a H&M, Uber, Google, BMW e a L’Oreal, o que talvez justifique o investimento Serie A de 8,5 milhões de euros que receberam há sensivelmente um ano. Ah! E têm uma pareceria com os CTT que dá 10% de desconto.

To sum up…

Com esta pequena lista quero não só ajudar todos os que, como eu, estão a começar os seus negócios mas também mostrar que, ao contrário do que a maioria pensa, as grandes ideias não são – de todo – exclusivas dos Estados Unidos e, em concreto – daquela regiaozinha de Silicon Valley, tantas vezes considerada o eldorado dos empreendedores.

Por outro lado, é interessante constatar que praticamente todos estes projetos, que agora viverão provavelmente o seu melhor período, foram fundados há 5-10 anos, o que mostra que, ao contrário da ideia que tantas vezes nos querem fazer passar, o sucesso demora a chegar, dá trabalho e implicará vários percalços e muitas mudanças de rumo.

Por isso, força aí nessas ideias. Sem medos. Agora que estamos em casa, que seja a altura de pôr tudo em prática. E que a quarentena faça florescer empresas incríveis.

PS: E a todos os que ainda não conhecem, convido a ir visitar o meu negócio (Thidols): link lá em cima.

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